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Partiu abril: leitura nas praças

Partiu abril: leitura nas praças

Abril é um mês especial, marcado pelo outono que vira as páginas de calor e que nos convida para um movimento de renovação, iniciado nas “águas de março”. Em 2015, independentemente da origem, da religião, da ideologia e do poder aquisitivo, quem for a cinco praças de Canoas, perceberá mudanças objetivas, além daquelas habituais, como o amarelar das folhas das árvores e o alívio do clima ameno.

Além do outono, da Páscoa, do Pessach, da festa de Ogum e de Tiradentes, que “morreu a 21 de abril pela independência do Brasil”, o mês reverencia o “escritor brasileiro mais admirado”, Monteiro Lobato, e Miguel de Cervantes e William Shakespeare.

Lobato morreu desgostoso, em 1946, por não ter transformado o Brasil em um país de leitores, mas seu esforço, como escritor e editor, foi tão grande que, 120 anos depois do seu nascimento, em 2002, recebeu uma justa homenagem: 18 de abril tornou-se o Dia Nacional do Livro infantil. Cervantes e Shakespeare teriam morrido no mesmo dia, 23 de abril de 1616. Lenda ou fato? Ninguém sabe, mas, como a literatura é a arte da “suspensão da descrença”, em 1995, a Unesco transformou essa coincidência inverossímil no Dia Internacional do Livro. No mês generoso, no seu segundo dia, comemoramos também o nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (Dia Internacional do Livro Infantil).

Como sou do mundo dos livros, apesar de achar que a realidade supera qualquer texto, este mês é o meu predileto, justamente porque me lembra da força da literatura de se reinventar, nesses tempos de selfie e de redes sociais. Com as novas tecnologias, é ótimo carregarmos uma biblioteca no bolso, mas o livro, independentemente do formato em que é lido, permanece à espera do leitor, que precisa investir tempo para a leitura.

Não existe mágica. Formar leitores e dar acesso à escrita e aos discursos que se organizam a partir dela é enfrentar desafios e buscar soluções criativas e inovadoras. Canoas, desde 2009, oferece para a comunidade cinco equipamentos públicos em cinco praças, denominados Bibliopraças: uma biblioteca em forma de um livro gigante, constituído por quatro chapas metálicas, que, quando abertas, transformam-se em oito estantes de 200 livros, um espaço de fomento à leitura. A ideia é simples: que os moradores dos bairros leiam na praça e participem de atividades de mediação e de leitura coletiva, incentivando empréstimos de livros.

A partir da quinta-feira, dia 23 e por todo o outono, à tarde, inclusive no final de semana, você que me lê está convidado pela Prefeitura de Canoas: vá para uma das Bibliopraças e comemore com o pessoal querido da Secretaria Municipal de Cultura o livro e o poder ancestral das histórias, ajudando-nos a devolver a importância do convívio nas praças, lugar de leitura e da família.

 

 

 

 


Por Daniel Weller
Chefe de gabinet
e
da Secretaria Municipal de Cultura

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