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A cada enchente

A cada enchente
Carlos Todeschini - Secretário Municipal de Meio Ambiente de Canoas

O Brasil sofreu um processo migratório intensivo nos últimos 45 anos. Hoje pelo menos 15% da população não vive nas cidades. Os outros 85%, ou seja 170.000.000 habitantes estão em zonas urbanas. Esse fenômeno é verificado em toda a América Latina. 

Segundo a ONU, cidades que crescem a taxas superiores de 7% ao ano não têm condições de suportar as exigências de infraestrutura e de políticas sociais para tal velocidade. O ritmo frenético de ocupação dos territórios empurrou grandes contingentes populacionais às periferias, a áreas ambientalmente frágeis, e, em especial, a áreas de risco geológico e de inundações. 

Em nossa região metropolitana, isto é muito nítido. Parte de Porto Alegre,Canoas, Esteio, Sapucaia, Novo Hamburgo, São Leopoldo e outras cidades tiveram áreas ocupadas, disputando a habitação destes lugares com as várzeas de inundação.Diferente do velho mundo, onde, na média, as cidades cresceram de forma ordenada, na América Latina a infraestrutura corre atrás das cidades. 

Habitação, pavimentação, drenagem e proteção contra as enchentes estão entre as exigências mais custosas. Quando se trata de enchente, não falamos de qualquer fenômeno, mas de um problema complexo e de custosas soluções. As enchentes são fenômenos naturais que causam mortes e deixam um saldo de flagelados pelo mundo. O controle do problema não passa por medidas pontuais como melhorar a disposição do lixo ou hidrojatear as redes de drenagem. É preciso estudos, projetos, ações integradas, obras grandiosas e equipamentos específicos. 

Às vezes, inclusive, o reassentamento de populações inteiras de determinadas áreas. Muitas dessas obras demandam anos e até décadas para serem implantadas. A questão é tão importante que ensejou a decisão do presidente Lula em criar o Ministério das Cidades para cuidar do tema. Canoasvem evoluindo muito. Em 1941. a partir da grande enchente, se iniciaram grandes obras executadas pelo DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento) - órgão extinto no governo Collar Foram construídos diques, canais e casas de bombas para proteger a cidade. 

Muitos recursos foram investidos. Só nos últimos seis anos, mais de R$450 milhões foram aplicados em obras do PAC. Entre as principais, a canalização das valas da Irineu e da República, da Florianópolis, da Itamar de Matos Maia e da Curitiba; reforma, modernização e construção de casas de bombas, bacias de retardo da onda de cheia no Arroio Guajuviras e toda a malha de microdrenagem que acompanha o programa de pavimentação. 

Ainda que, em Canoas, a cidade esteja bem protegida das enchentes, sentimos a ocorrência do fenômeno de alagamento localizado, principalmente em parte do Mathias Velho. A conclusão, a curto prazo, de um conjunto de obras em execução deverá controlar o problema e resultará numa melhor qualidade de vida para as famílias que ainda são afetadas pelos alagamentos.

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