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Informativo Notícias Defesa Civil Canoas

 

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Muito além do resgate de famílias:

entenda um pouco mais sobre a Defesa Civil.


Localizada em uma casa atrás do prédio do Corpo de Bombeiros, no bairro Marechal Rondon, a Defesa Civil de Canoas realiza um trabalho que ultrapassa a fronteira do resgate de famílias em situação de risco.

Comandado pelo Coronel Rodolfo Pacheco, ex-policial militar de larga experiência em resgate de reféns, o departamento promove campanhas de arrecadação de eletrodomésticos e roupas para famílias em vulnerabilidade social, além de aulas de prevenção em caso de incêndio e desastres naturais em escolas e empresas. Mas um dos papéis mais importantes da Defesa Civil é o de monitorar a previsão do tempo a fim de prevenir problemas decorrentes de eventos climáticos.

Talvez poucos canoenses saibam, mas está ao alcance de alguns cliques diversas informações sobre previsão do tempo e nível dos rios que limitam e cortam a cidade. Em uma parceria fechada entre a Defesa Civil e a METSUL, foram instaladas duas estações metereológicas, uma no Estância Velha outra no Fátima. Ambas emitem informações em tempo real, como velocidade do vento e umidade do ar em tempo real para o sistema. "Temos um controle rigoroso e preventivo de tudo que está ocorrendo e pode ocorrer na cidade em relação ao clima", afirma Pacheco.

Para o controle do nível do Rio dos Sinos, na praia de Paquetá, um dos locais onde mais ocorrem enchentes, o departamento tem à disposição um linígrafo. O aparelho, controlado por satélite, monitora a elevação da altura na beira do rio, onde há moradias de várias famílias.

Quando a chuva é torrencial, a Defesa Civil entra em estado de alerta. Se o nível ultrapassa chega próximo dos 2 metros, a equipe já se prepara para o trabalho de resgate e recuperação. "Eventos climáticos de grande proporção tornaram-se uma realidade para os próximos anos. O Rio Grande do Sul, por exemplo, é o segundo Estado que mais tem incidência de raios no país", diz Pacheco. Para os resgates e trabalhos de rotina, a Defesa Civil dispõe de três viaturas e uma lancha.

Além da MetSul, Pacheco também foi buscar no Ministério da Integração Nacional (MIN) um outro sistema auxiliar na prevenção de eventos climáticos. Desde 2014, a Defesa Civil tem acesso às informações emitidas por cinco estações metereológicas (todas movidas a energia solar) de Canoas. Elas ficam no Marechal Rondon, Mathias Velho, Estância Velha, Rio Branco e São Luís.

Pontos mais críticos de alagamento em Canoas:

Praia de Paquetá
Rua da Barca
Beco da Berto Círio
Região ribeirinha do Rio Gravataí, onde fica o Dique do Gravataí.

 


Crédito da notícia: Assessoria de Comunicação

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DEFESA CIVIL RECEBE DOAÇÕES.

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  A quarta-feira, 25, foi um dia especial para a Defesa Civil de Canoas.   

  A coordenadoria ligada ao Gabinete do Prefeito recebeu a doação de cerca de mil peças de calças e bermudas jeans. Após realizada a separação por tamanho, as roupas serão repassadas para a ONG Nacifrem, na Mathias Velho, e para a Associação Espírita Alan Kardec, no Harmonia. Uma parcela será doada para pessoas em situação de vulnerabilidade, já mapeada pela equipe da Defesa.

  Segundo o secretário especial da Defesa Civil, Coronel Rodolfo Pacheco, uma parte das confecções será guardada para eventuais necessidades, como a ocorrência de alagamentos ou temporais que danifiquem o vestuário de famílias canoenses. "Temos de ter uma reserva de doação para caso ocorra uma emergência", disse Pacheco. As numerações das peças variam entre 40 e 54. A doação foi feita pelo empresário Henrique Fantin.

   A Defesa Civil promove a campanha "Ajudar Não Tem Hora", uma ação permanente de doações. Qualquer cidadão pode participar doando roupas e eletrodomésticos - para isso, basta entrar em contato com a coordenadoria para agendar o recolhimento das doações. O local ainda possui um banco de alimentos, que também é abastecido por doações.


Crédito da notícia: Assessoria de Comunicação

 

 

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SIMULADO

PETROBRAS - DEFESA CIVIL CANOAS - PAM OZANAN

A Petrobras realizou dia 01 de setembro de 2016, Simulado de Grande Vazamento de H2S, NH3, CO ECO2.

A Defesa Civil de Canoas participou coordenando o Posto de Comando Externo  e as Empresas do PAM Ozanan participaram com suas Brigadas, conforme o acionamento das mesmas.uploads/tiny_mce/images/simula_pamsetembro_550

 

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CHUVA E GRANIZO EM CANOAS

O município de Canoas foi afetado por vários episódios de granizo nos dias 11, 13 e 14 de julho de 2016. O fenômeno que gerou essa sequência e intensidade excepcional de granizo na cidade evoluiu ao longo da semana de 11 a 15 de julho e teve seu ápice entre os dias 13 e 14 de julho com maior severidade na chuva, vento e precipitação de gelo.

 

Clique na imagem para baixar o PDF do laudo.

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Matéria publicada no Jornal do Comércio de 05/Julho/2016 sobre a CONFERÊNCIA: A DEFESA CIVIL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS, realizada pela Defesa Civil de Canoas.

 

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A Defesa Civil de Canoas, no dia 01 de julho de 2016, participou do Projeto Capacitar 2016 - Edição Tramandaí, no auditório do SESC, onde participaram as Defesas Civis das regiões Metropolitana e Litoral Norte, com o intuito de aprimorar a capacidade de resposta desses municípios frente as adversidades climáticas que estamos enfrentando no nosso Estado.

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INVERNO MENOS CHUVOSO E MAIS FRIO EM 2016

 

O inverno que começa nesta segunda às 19h34m se inicia com condições de neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial, ou seja, sem influência dos fenômenos El Niño e La Niña. No decorrer da estação se espera que prossiga o resfriamento do Pacífico que pode levar a condições de La Niña. A meteorologista da MetSul Meteorologia Estael Sias enfatiza que este inverno terá duas características distintas do ano passado pela mudança no clima global. Será menos chuvoso e mais frio. Devido ao El Niño, o inverno de 2015 foi marcado por chuva extrema, enchentes históricas, frio escasso e muitos dias quentes.

 O inverno marca o período mais frio do ano no Rio Grande do Sul. As jornadas mais frias costumam ocorrer sob influência de ciclones extratropicais intensos no Atlântico Sul e que são responsáveis por impulsionar massas de ar muito gelado para o Estado. Quando o frio está acompanhado de um ciclone potente, é comum os gaúchos terem o vento Minuano, sensação térmica negativa, minimas muito baixas, geada ampla e em alguns casos neve. Ocorre que mesmo no inverno são normais dias com calor, especialmente durante agosto e setembro.

 A transição de períodos amenos ou quentes para frios pode se dar bruscamente com alto risco de tempo severo na forma de temporais com vento forte e granizo, especialmente se estiver presente um fenômeno conhecido como corrente de jato de baixos níveis, que traz ar quente e vento Norte com forte intensidade antecedendo a chuva e os temporais. Essas correntes de vento quente a cerca de 1500 metros de altitude são comuns horas antes da chegada de frente fria intensa associada a um grande ciclone. Em agosto cresce o risco de granizo e setembro, em anos de neutralidade ou La Niña, como 2016, têm uma maior propensão a vendavais fortes. O Rio Grande do Sul tem histórico até de tornados graves no inverno, especialmente na Serra.

 A chuva no inverno de 2016 deve apresentar grande variabilidade regional sem excessos generalizados como do ano passado. O fato de o Pacífico estar em modo de neutralidade ou mesmo evoluir pra La Niña não impede que se registrem episódios de chuva muito volumosa e até com cheias, porém estes tendem a ser mais pontuais e localizados que os anotados sob El Niño. No geral, a chuva alterna períodos mais secos sob influência de ar polar com outros mais chuvosos. Os episódios de chuva mais volumosa ocorrem com as frentes frias e centros de baixa pressão.

A meteorologista da MetSul Estael Sias faz questão de destacar que o inverno começa nesta segunda-feira pela Astronomia porque, na prática, o clima não respeita calendário e no caso deste ano o chamado inverno climático teve início ainda no final de abril com uma poderosa massa de ar polar que chegou a causar neve no Sul do Brasil, seguindo-se o maio mais frio desde 1988 e um mês de junho que estará entre os mais gelados já vistos em um século de observação meteorológica. E a tendência é o frio prosseguir intenso, mas agora com algumas tréguas. 

“São quase 60 dias seguidos de frio a muito frio, uma excepcionalidade. Não é a regra na nossa climatologia local termos período tão prolongado de frio e com tamanha intensidade. A regra é a variabilidade com jornadas amenas e algumas até quentes se intercalando com períodos frios. Outros 60 dias seguidos de frio contínuo daqui pra frente seriam uma improbabilidade estatística imensa”, diz Estael.

 “Alertamos que ainda haverá muitos episódios e alto número de jornadas de frio intenso a extremo, em número até acima do normal, mas desta vez com o padrão mais tradicional em que são registrados dias e períodos amenos e quentes se intercalando”, pondera a meteorologista da MetSul. Estael recorda que em agosto e setembro, em particular, podem ser esperados dias de temperatura mais alta e alguns até de calor em pleno inverno.

 Sem El Niño diminui o risco de bloqueios atmosféricos prolongados, como em agosto de 2015, mas em situações de bloqueio (que podem ocorrer neste ano) há a possibilidade de sequências de dias quentes no inverno, sobretudo na segunda metade da estação.


CONFERÊNCIA:

A DEFESA CIVIL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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SEMINÁRIO PAM OZANAN

ATENDIMENTO ÀS EMERGÊNCIAS.

Uma ação da Coordenadoria da Defesa Civil, em uma parceria que integra indústrias de produtos inflamáveis da Avenida Frederico Ozanan e Corpo de Bombeiros, ocorreu na tarde desta quinta-feira (19), no Auditório Sady Schiwitz, (Rua 15 de Janeiro, 11). No local, aconteceu o 2º Seminário sobre o Plano de Auxílio Mútuo Ozanan, com o tema: "Atendimento a Emergências", que aborda assuntos de estocagem, armazenamento e movimentação de produtos perigosos. Cerca de 60 pessoas, das doze empresas que compõem o PAM Ozanan, estiveram presentes.

Instalações industriais e complexos portuários convivem sempre com a possibilidade, mesmo que remota, de ocorrência de acidentes graves. Ocasionalmente, esses acidentes podem assumir dimensões tais que não seja possível controlar apenas com recursos imediatamente disponíveis na empresa. Para evitar possíveis consequências irreversíveis, existe o PAM, implantado no município a fim de proporcionar aos seus integrantes uma integração e otimização de recursos.

O PAM visa capacitar as empresas a atuarem em ação conjunta em acidentes e desastres de proporções variadas, assim como levar essas companhias a um maior entrosamento com as comunidades e órgãos públicos. O propósito é minimizar os impactos com uma ação participativa, conforme relata o coordenador do PAM Ozanan, Pablo Scaranto Morales. "A ideia é mobilizar os empresários em uma ação onde todos saem ganhando, porque juntos somos capazes de agir com mais qualidade e eficiência em caso de emergências", ressaltou.

No seminário foi entregue o estatuto do Plano de Auxílio Mútuo para que os técnicos em segurança e demais representantes entendam o que é o Plano e seu funcionamento. Além disso, para que as empresas avaliem as vantagens da parceria.

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Palestras

- Subcomandante da Escola de Bombeiros, Major Fortes com a Palestra – SCI (Sistemas de Comando Integrado);

2) Paulo Matielo, Gestor Ambiental do Centro de Treinamento Nascer com a Palestra – Estocagem, armazenamento e movimentação de produtos perigosos;

3) Aline Silva do Prado, Enfermeira e Diretora do Centro de Capacitação e Treinamento em Saúde, com o tema – Atendimento à vítimas;

4) Igor Marchionatti, Sargento do Corpo de Bombeiros de Canoas com o tema – Incidentes com múltiplas vítimas- Protocolo Start.

 


Crédito da notícia: Iara Gonçalves-Mtb 5529/Camila Maciel (estagiária)

 

 

 


AVISO DE UTILIDADE.

RETIRADA DE ABELHAS - VESPAS - MARIMBONDOS

 

Quem precisar que seja retirados enxames de abelhas,

pode acionar o Sr. Guido - (51) 9999 2053.

 

Este serviço não é executado pela Prefeitura, e sim por particular. Portanto, existe um custo a ser tratado diretamente com o técnico responsável.

 

 

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9ª edição do Projeto Capacitar

Na terça-feira (29/03/2016) a Defesa Civil de Canoas participou da 9ª edição do Projeto Capacitar, que a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul realizou em Gravataí. Momento de instrução, troca de conhecimento e muito aprendizado no que diz respeito à prevenção. No auditório da empresa Dana Albarus foram recebidas mais de 100 pessoas, entre autoridades estaduais, municipais, técnicos e agentes de Defesa Civil, que representaram 30 municípios.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori, que destacou a importância de trabalhar preventivamente, se preparar para situações de risco e continuar buscando evoluir, fazer mais e melhor, de maneira conjunta, a cada dia. Também participaram do evento autoridades como o secretário estadual de Segurança Pública, Vantuir Jacini, o secretário adjunto da Secretaria de Saúde, Francisco Paz, o prefeito de Gravataí, Marco Alba, o comandante geral da Brigada Militar, Coronel Alfeu Freitas Moreira, o Comandante do Corpo de Bombeiros, Tenente-Coronel  Adriano Krukoski, entre outros.

O Coordenador Estadual de Defesa Civil, Tenente-Coronel Everton Oltramari, falou sobre a importância da prevenção, uma das fases do trabalho de atuação da Defesa Civil. “A cada $1 dólar investido em prevenção, ganhamos $4 dólares de retorno. É a maneira mais eficiente e de baixo custo que encontramos para evitar transtornos futuros, principalmente quando se trata de desastres climáticos. Este projeto visa, além de capacitar pessoas responsáveis, torna-las multiplicadoras das ideias apresentadas e discutidas nesta oportunidade”, destacou.

 

 

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29/03/2016

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OUTONO COM EL NIÑO PELO SEGUNDO ANO SEGUIDO

O outono, que começa à 1h30m do domingo (20), caracteriza-se como uma estação de transição do calor do verão para o frio do inverno. A estação transcorrerá ainda sob influência do fenômeno El Niño que atingiu seu pico de intensidade em novembro de 2015 e que hoje está em processo de enfraquecimento, mas ainda é forte no Oceano Pacífico Equatorial. “No decorrer do outono, o El Niño seguirá enfraquecendo e passar para a intensidade moderada e depois para fraca”, comenta a meteorologista Estael Sias. “Com o Pacífico ainda mais quente que o normal”, o fenômeno ainda deve impactar o regime de chuva e a temperatura no Rio Grande do Sul”, observa Estael.

O outono marca a expectativa pela chegada do frio, mas o começo da estação normalmente ainda tem mais características térmicas de verão. A chegada do outono não significa que o calor fica para trás”, adverte a MetSul. Dias quentes são normais em abril e maio e devem ocorrer em 2016. Quando há um período quente mais prolongado em maio após dias frios há a ocorrência do chamado veranico de maio, mas ele não ocorre todos os anos.

“Não estamos entre os que acreditam que este será um outono de muito frio e com altíssima frequência de geada. Haverá dias ou períodos frios a até gelados, especialmente entre maio e junho, como é o normal, mas a história mostra que outonos no segundo ano de um evento de El Niño não costumam ser gélidos”, esclarece Estael.

O outono, em regra, possui três períodos. No primeiro, até o fim da primeira quinzena de abril, costumam prevalecer as marcas mais elevadas nos termômetros com períodos esporádicos de calor mais forte. Na segunda metade de abril se dá o segundo, quando a freqüências de dias amenos ou frios aumenta e já podem ocorrer, dependendo do ano, até algumas noites com geada. Este período perdura até a metade de maio, quando tem início o terceiro com características climáticas já próximas daquelas observadas no inverno.

Outra marca do outono é a grande diferença de temperatura da noite pro dia. Trata-se de um dos períodos do ano com maior amplitude térmica e que também proporciona um aumento nos dias de nevoeiro, especialmente a partir de maio. Com freqüência, sob condições de céu limpo e ar seco, a temperatura pode variar até 20ºC ou mais no mesmo dia, o que força o uso de roupas mais pesadas no começo da manhã e vestuário mais leve no período da tarde.

O Oeste e o Sudoeste do Estado têm maior propensão a ter temperatura média mais baixa com um maior número de dias com madrugadas frias. A meteorologista da MetSul destaca que no Rio Grande do Sul, no geral, a perspectiva é de temperatura próxima ou até acima da média na maioria das regiões durante o outono.

Comum no outono é a ocorrência de bruscas mudanças de temperatura. “Muitas vezes na estação frentes frias avançam e as marcas nos termômetros que podem estar acima de 30ºC no Rio Grande do Sul imediatamente antes da chegada da frente podem cair para valores entre 0ºC e 10ºC em poucas horas”, destaca a meteorologista Estael Sias. Estas mudanças não raro são acompanhadas de vento forte de Oeste, do tipo Minuano.

O vento forte costuma vir com ciclones extratropicais (sistemas de baixa pressão), fenômeno que se torna mais freqüente a partir do outono e que impulsiona o ar polar para o Sul do Brasil. As rajadas costumam variar, em média, entre 50 e 100 km/h, dependendo do posicionamento do sistema de baixa pressão. Em alguns casos mais extremos, as rajadas ultrapassam 100 km/h no Sul e no Leste gaúcho com fortes ressacas do mar na costa. Como se esboça um outono em 2016 com temperatura mais alta sobre o Brasil e abaixo da média em pontos do Centro da Argentina, o contraste pode induzir mais ciclones entre o Uruguai e o Sul do Brasil com episódios de chuva forte e ventania.

O outono caracteriza-se ainda por mudança no regime da chuva. Enquanto no verão as precipitações se originam mais de nuvens carregadas que se formam pelo calor e a umidade alta, a partir do outono a chuva tem como causa principal a passagem de frentes frias e centros de baixa pressão. Em junho, não raro, se produz a atuação de frentes quentes, muito menos comuns aqui que as frentes frias e que quando ocorrem trazem altos volumes e ainda temporais. O outono é a época do ano com menor freqüência de temporais no território gaúcho, mas tempestades ocorrem quando há bruscas trocas de massas de ar e podem ser até muito severas e com danos, inclusive com histórico de tornados, especialmente quando da passagem de frentes frias fortes associadas a ciclones extratropicais.  

Quanto à chuva, observam os meteorologistas da MetSul, a expectativa é que o outono deste ano seja marcado por precipitações acima da média na maioria das regiões gaúchas e com  alguns episódios de chuva volumosa. Há preocupação que alguns eventos de chuva possam trazer volumes muito altos a extremos para o Estado, criando condições propícias para cheias de rios e enchentes. Não deve ser esperado, entretanto, um outono que seja todo ele chuvoso no território gaúcho, uma vez que após o ingresso de massas de ar frio e de alta pressão vão ocorrer períodos secos.

 


O que é o FENÔMENO CLIMÁTICO EL NIÑO

 

CONCEITO E IMPACTOS

O fenômeno climático El Niño é um fenômeno acoplado de interação entre o oceano e a atmosfera. O fenômeno tem início no aquecimento do oceano pacífico central (região 3.4 na figura) na região da linha do equador. Esse aquecimento precisa ser persistente por pelo menos 3 meses, com temperatura da água 0,5°C acima da média, mais quente que o normal. Passado este período de algumas semanas a atmosfera começa a “reagir” a esse aquecimento anômalo o que altera o comportamento de correntes de vento em altos níveis da atmosfera e provocam impactos no clima de todo o Planeta, com secas severas em algumas regiões e enchentes em outras.

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A avaliação do impacto do El Niño sobre o regime de chuva no Rio Grande do Sul e em especial em Canoas, não é tão simples embora em anos que tenham a influencia do fenômeno a chuva tenha uma tendência natural de ocorrer com maior frequência e intensidade. É preciso avaliar a intensidade e ciclo de vida do fenômeno.

O El Nino que atualmente influencia o clima, por exemplo, teve início no final da primavera de 2014 com aquecimento no oceano, mas a atmosfera começou a reagir somente em março de 2015 quando a agencia Noa emitiu nota oficial confirmando o início de um El Nino que tinha tendência de ser forte e histórico como de fato foi. No mapa abaixo é possível ver como a temperatura do mar se comportou em cada uma das regiões de monitoramento (4, 3.4, 3 e 1+2) desde março de 2015 (gráfico a direita). É possível ver que todas as regiões tiveram águas mais quentes desde o mês de abril. Entre novembro e dezembro foi o período mais intenso do El Niño com temperatura da água do mar 3°C mais quente que o normal na região, 3.4 conforme em destaque no gráfico.

 

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Além disso, o Oceano Atlântico que banha nossas praias também apresentou neste período águas mais quentes que o normal e isso é mais um ingrediente de importante impacto no regime de chuva e que com certeza colaborou com as enchentes históricas que se deram em julho, setembro e outubro na Grande Porto Alegre com consequências importantes na cidade de Canoas.

Segundo dados divulgados nesta semana pela Agência Americana de previsão climática o El niño ainda se encontra em patamar de forte intensidade com temperatura de 2,4°C acima da média na região central do Pacífico. Portanto, o Rio Grande do Sul e a região de Canoas ainda se encontram sob a influência do fenômeno com tendência de chuva e umidade acima da média nas próximas semanas.

 

Impactos do El Niño 2015/2016

 

Os últimos seis meses foram fortemente influenciados pelo El  Niño com chuva acima da média, enchentes e muitos temporais. Julho foi um mês de chuva extrema no Estado com inundações principalmente na Grande Porto Alegre. A estação da MetSul em São Leopoldo, que opera desde 1987, teve não só o julho mais chuvoso até hoje, mas um recorde absoluto. Choveu no mês 417,2 mm. Antes, os meses mais chuvosos eram fevereiro de 2011, (393,0 mm), setembro de 1988, (349,2 mm), janeiro de 1989 (326,8 mm) e agosto de 2013 (321,2). O julho mais chuvoso era o de 2011 com 295,3 mm. No dia 13, São Leopoldo teve o maior volume de chuva em 24h já anotado com 141,2 mm. Em Campo Bom, igual. Recorde pra julho e todos os meses do ano desde o início das medições em 1984 com 439,2 mm. Os meses mais chuvosos até então eram agosto de 2013, (370,7 mm), setembro de 1988, (345,7 mm), novembro de 1986 (331,6 mm) e outubro de 1997 (319,6 mm). O julho prévio com mais chuva em Campo Bom era o de 1995 com 284,7 mm. Campo Bom e São Leopoldo têm, assim, seu primeiro mês na série histórica com mais de 400 mm. Julho foi um dos dez meses mais chuvosos já observados em Porto Alegre desde o início das medições em 1910. O volume na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no Jardim Botânico, que é a referência histórica da cidade, foi de 309,2 mm. Desde 1961 somente três meses tinham tido mais de 300 mm na Capital nesta base: junho de 1984 (340,1 mm), agosto de 1965 (330,0 mm) e outubro de 1963 (303,4 mm). Significa que julho foi o mês mais chuvoso até agora no século em Porto Alegre e o terceiro mês mais chuvoso em mais de meio século, sem precedentes desde 1984.

Em agosto, o maior reflexo do El Niño no Sul do Brasil não foi a chuva, mas sim na temperatura com um mês incrível e absurdamente quente. Porto Alegre teve o agosto mais quente desde que se iniciaram as medições em 1909. A chamada média composta (forma correta de calcular a média mensal) foi de 20,2ºC ou absurdos 4,9ºC acima da média histórica de 15,3ºC. Recordes prévios de 2012 (média mensal de 19,1ºC) e 2001 (18,7ºC) foram amplamente superados. A média mínima foi a mais alta também em 106 anos com 16,4ºC, 4,9ºC acima da normal histórica 1961-1990 de 11,5ºC. Em 2012 as mínimas tiveram média de 14,7ºC. Já a média das máximas foi de 26,2ºC, abaixo dos 26,3ºC de 2012 e 5,9ºC acima da normal histórica de 20,3ºC. A média composta anotada no mês de 20,2ºC equivale à média mensal histórica de abril de 20,1ºC, o que escancara a bizarrice do clima no último mês. Em Campo Bom, agosto fechou com 20,5ºC de temperatura média mensal, o que corresponde a impressionantes 5,6ºC acima da normal histórica, a mais alta para o mês desde o início dos registros em 1984. A cidade do vale experimentou treze dias com máximas acima de 30ºC. A mínima de Porto Alegre no dia 7 de agosto 22,7ºC foi a mais alta em agosto na estação de referência climatológica da cidade desde que se iniciaram os registros em 1909. No dia 8, a mínima de 22,6ºC foi a segunda maior para o mês e a máxima de 35,2ºC a mais alta em agosto desde o início das medições em 1909, batendo os 34,9ºC de 1961. No dia 8, a estação da MetSul em São Leopoldo teve sua mais alta máxima em agosto (36,2ºC) desde o início dos registros no Morro do Espelho em 1987, batendo o recorde prévio de 36,0ºC de 2014. Em Campo Bom, com medições desde 1984, a máxima no dia 8 de 35,8ºC igualou o recorde de mais alta em agosto de 1997 e 2002, ambos os anos de El Niño. No mês de setembro, novos extremos. Primeiro, o frio tardio de setembro trouxe prejuízos de grande monta na fruticultura e no trigo, a ponto de alguns municípios terem decretado emergências pelos prejuízos. E aos danos da geada se somou o do granizo. E veio outubro, o que estava ruim, piorou. O Estado sofreu com chuvas excepcionais e temporais entre os dias 7 e 8 que determinaram as cheias dos rios. Santa Maria registrou mais de 300 mm em apenas 36 horas, quando a média histórica de chuva do mês inteiro é de 145,9 mm. Observem no gráfico de anomalia de chuva dos últimos 90 dias em Santa Maria como se observou extraordinário excesso a partir do final da primeira semana de outubro. Com a chuva extrema, vários rios do Rio Grande do Sul apresentaram cheias do Sul ao Norte e de Oeste a Leste do Estado. O Jacuí, então, teve a maior cheia em décadas com grande repercussão na área de Porto Alegre. O nível do Guaíba na Capital bateu em 2,94 metros no cais Mauá, no Centro. A marca acima de 2,90 metros é histórica, uma das mais altas observadas na história de 150 anos de observações do Guaíba. Em novembro, a chuva ficou acima da média na maior parte do Rio Grande do Sul e em dezembro foi extrema na Metade Oeste, com mais de 600 mm em alguns pontos, o que trouxe grandes enchentes nas bacias do Uruguai, Jacuí, Imembuí, Quaraí e Ibirapuitã no começo do verão.

 

 

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PREVISÃO

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A projeção dos modelos de clima indica que o El Nino tende a ter um rápido enfraquecimento nas próximas semanas, com expectativa de transição de El Niño para Neutralidade Climática durante os meses de outono.  O mapa abaixo apresenta a previsão de temperatura da região nino 3.4, principal região de monitoramento de El Niño ou La Niña. As projeções de 22 modelos dinâmicos e estatísticos indicam que no trimestre abril, maio e junho o oceano pacifico central deve apresentar aquecimento anômalo inferior a linha de 0,5°C, ou seja, dentro de um patamar de Neutralidade climática. É preciso ressaltar que a atmosfera não terá um impacto instantâneo, ou seja, pode levar algumas semanas para que o clima tenha comportamento correspondente a Neutralidade que já irá se apresentar em nível de oceano. Portanto, é possível dizer que o pior já passou em termos de impacto do EL Nino, mas o outono por se tratar de um período de transição e com essa mudança se somando a característica da estação fenômenos extremos com chuva e vento forte poderão vir a ocorrer com impacto importante na cidade de Canoas. O verão irá se encerrar sobre impacto do EL Nino o que irá manter abafamento com resultado da combinação de temperatura e umidade alta o que nos reserva ainda alguns temporais e um ambiente favorável a proliferação do mosquito aedes aegypti.

 

Em termos de chuva o modelo ETA do Cptec/INPE indica volumes de precipitação acima da média histórica no trimestre de março, abril e maio no Rio grande do Sul e em especial na cidade de Canoas, volumes que podem ficar de 50 a 100 mm acima da média no trimestre.

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Estael Sias.

METSUL METEOROLOGIA


DEFESA CIVIL participa da 1ª Reunião do PAM OZANAN de 2016.

 

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil participou da 1ª Reunião Ordinária do PAM OZANAN, onde foi apresentado o Sr. Gilmar Pedruzzi, Coordenador da Defesa Civil de Canoas, e onde foram discutidos assuntos pertinentes à Segurança das Empresas pertencentes a este PAM.

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