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Canoas terá distribuição gratuita de absorventes nas escolas municipais

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Foto: Pamella Mendes

Cerca de 20% das jovens de 14 a 24 anos que menstruam já deixaram de ir à escola por não terem absorvente. O dado é de uma pesquisa feita pelo Ensino Social Profissionalizante (Espro) e por uma marca de coletores menstruais. Em Canoas, essa realidade tem tudo para ser revertida. Foi sancionada, na última sexta-feira (8), a lei que institui uma política de conscientização sobre dignidade menstrual na cidade. O texto prevê a distribuição gratuita de absorventes higiênicos nas escolas municipais, atendendo mensalmente adolescentes e mulheres matriculadas no ensino fundamental regular e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A lei foi criada para combater a pobreza menstrual, um problema causado pela falta de condições para acessar insumos de higiene básica. Por isso, além da distribuição de absorventes, o texto prevê a realização de palestras e cursos nas escolas, abordando a menstruação como um processo natural. O objetivo é combater a evasão escolar em decorrência desta questão. Também está prevista a elaboração de cartilhas e folhetos explicativos para distribuição nas escolas, nos terminais de ônibus e em estabelecimentos públicos.

Clique aqui para acessar o texto completo da Lei nº 6.704/2023.

A iniciativa da política de conscientização sobre a dignidade menstrual partiu de uma força conjunta entre a Secretaria Municipal de Educação e a Coordenadoria das Mulheres de Canoas. Vani Piovesan, secretária especial da Coordenadoria, ressalta que a pobreza menstrual “compromete, e muito, o desempenho escolar” de quem sofre com este problema social.

Secretária interina de Educação, Erida Amaral ressalta que o programa de dignidade menstrual beneficiará especialmente estudantes de baixa renda, assegurando a dignidade e o bem-estar dessas pessoas. “Um dos objetivos é eliminar a infrequência escolar advinda da situação de pobreza menstrual”, explica.

Texto: Bettina Gehm
Edição: Carina Jung