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Microchips são implantados em cavalos entregues ao Canoas do Bem

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Foto: Fabiane Borba / SEBEA

Microchips de identificação estão sendo implantados em cavalos através de equipe da Secretaria Especial de Bem-Estar Animal (SEBEA) e da empresa Gestta, responsável pelo recolhimento e guarda dos equinos. De propriedade de canoenses contemplados pelo programa Canoas do Bem, cerca de 20 animais estão sendo submetidos ao procedimento. Os trabalhos iniciaram na quarta-feira (29) e seguiram nesta quinta-feira (30).

O microchip é um minúsculo objeto eletrônico, pouco maior do que um grão de arroz, que é implantado através de uma injeção subcutânea ou intramuscular, normalmente na região do pescoço do cavalo. O chip contém um número único para identificar o animal, que é lido através de um scanner. “O respectivo número é registrado em um banco de dados com a identificação do seu tutor. Assim, no momento de recolhimento dos animais, evitamos que sejam substituídos por outros. Na mesma oportunidade, estamos realizando a avaliação clínica dos equinos”, explica a secretária adjunta da SEBEA, Fabiane Tomazi Borba.

Recentemente, a lista dos selecionados na segunda etapa do programa Canoas do Bem, foi divulgada pela pasta. Ao todo, foram 55 inscritos no período entre 27 de janeiro e 31 de maio. Deste total, 32 foram considerados aptos. A troca de animais e carroças por triciclos está prevista para a primeira quinzena de julho.

Sobre o programa
Lançado em novembro do ano passado, o Canoas do Bem oferece uma série de vantagens aos condutores das carroças: ajuda financeira de R$ 300, auxílio transporte de R$ 96, cestas básicas, cursos de qualificação e triciclos para reciclagem. Em troca, eles precisam entregar a carroça e o animal. O objetivo do programa é garantir alternativas de trabalho e renda, além de evitar os maus-tratos dos cavalos.

Legislação proíbe carroças
A Lei 6.164, de 2018, estabeleceu um prazo de dois anos para que os veículos de tração animal fossem proibidos de circular na cidade. No entanto, a legislação por si só não foi suficiente para garantir a libertação dos cavalos e a proteção social dos condutores. A nova legislação, que institui o programa Canoas do Bem, foi aprovada pela Câmara de Vereadores em 28 de outubro de 2021. O condutor de carroças que descumprir a lei poderá levar multa e ter o animal e a carroça apreendidos.