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Agentes da Guarda Municipal de Canoas realizaram um minuto de silêncio seguido de um “sirenaço” na Praça do Avião na tarde desta quinta-feira (22). O ato foi uma forma de homenagear o guarda municipal da cidade de Alvorada Cássio Fagundes Laguna, 34 anos, que morreu na tarde de quarta-feira (21) após ser baleado durante uma ação de combate ao tráfico de drogas. Laguna integrava a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) de Alvorada e estava na função há um ano e um mês. Ele deixa a esposa e uma filha de três anos.
“Esta é a maneira de prestarmos a nossa homenagem e o nosso profundo pesar com a perda de um colega de farda desempenhando a sua função”, explica o diretor da Guarda Municipal de Canoas, Tailor Moreira. Secretário-adjunto administrativo da Segurança e guarda municipal há mais de duas décadas, Jonatan Martins destaca que a perda de um colega acaba sendo sentida por toda a corporação. “É um momento muito triste para toda a família azul-marinho. É um tipo de homenagem que a gente não gosta e nem quer prestar. Como guarda municipal há 22 anos, vejo a dor dos colegas. A gente sabe que está na rua sujeito ao confronto a qualquer momento, mas este tipo de homenagem é algo que dói no coração”, diz.
Para o secretário-adjunto operacional da Segurança, André Rogério Vianna Smolinski, a morte de um agente da segurança em serviço abala não só colegas como também a sociedade. “O profissional sai de casa para retornar ao seio da família após o trabalho. A nossa missão é dar a nossa vida em benefício de alguém que a gente não conhece, mas quando o colega não chega em casa, é muito triste. Isso entristece toda a corporação e parte da sociedade. Que Deus conforte a família do agente neste momento triste em que vive não só a guarda de Alvorada como todas as guardas do Brasil”, destaca.