Celebrar a expressão artística e a inclusão. Com este objetivo o Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (Certea), de Canoas, deu início, no dia 9 de março, às oficinas do projeto “Cores e emoções: arte sem fronteiras”. A iniciativa reúne oito crianças e adolescentes com idades entre 8 e 16 anos atendidos pelo Centro e deverá resultar em uma exposição de arte no mês que vem, em alusão ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O projeto é realizado em parceria entre as secretarias da Saúde, Educação, Cultura, Assistência Social e da Mulher, Cidadania e Inclusão. Até o próximo dia 28 de março, os participantes terão aulas de diferentes técnicas, ministradas semanalmente pelo professor de artes Fabiano Mota. Os trabalhos feitos durante as oficinas serão expostos no hall de entrada da Secretaria da Cultura a partir do dia 2 de abril.
“Nós temos aqui a integração da arte pela via intersetorial e multidisciplinar que envolve todas as áreas que atendem aqui no serviço. Aqui nós verificamos os talentos das nossas crianças, produzindo um material que mostra o protagonismo do universo TEA, que precisa ser reconhecido, valorizado e mais explorado. Então, estamos aqui neste trabalho conjunto, iniciando a primeira de muitas ações que envolvem o autismo e a via da expressão da arte”, comenta a gerente de projetos intersetoriais do Certea Andréa da Silva Avanze.
A psicóloga Darlise Crespo Mendes explica que por meio das oficinas são desenvolvidas as potencialidades de cada paciente. “O desenho já é a expressão das emoções, e a gente vê ali, em cada traço, nas cores utilizadas, nos personagens pensados, situações que perpassam a vida das crianças, na questão do desenvolvimento, das relações, valorizando o que essas crianças conseguem expressar de uma forma tão linda tão positiva. Este é um mote da exposição, dar voz a eles, aos sentimentos, às emoções e fortalecer aqueles que têm o desejo mesmo de seguir uma carreira mais voltada para a área das artes, sejam elas quais forem, tanto no desenho, na pintura, nas esculturas”, destaca.
Conforme o professor de artes, Fabiano Mota, as obras respeitam a liberdade criativa de cada criança e adolescente, de forma que cada peça seja uma manifestação autêntica e única de suas emoções. Segundo ele, na oficina desta segunda-feira (23) os participantes desenvolveram a técnica do autorretrato. “O desenho é a linguagem mais acessível que existe. Mas além dele, também desenvolveremos ao longo das oficinas técnicas de pintura, textura e modelagem 3D”, conta.