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Foto: Bruno Ourique/PMC
Canoas recebe, nesta sexta-feira (8), às 12h, um dos maiores investimentos recentes na saúde pública da Região Metropolitana, com a entrega de novos equipamentos, estruturas e ambulâncias para o Hospital Universitário (HU). A agenda contará com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do prefeito de Canoas, Airton Souza e do vice-prefeito, Rodrigo Busato. A ação marca um novo avanço na ampliação da capacidade de atendimento do SUS no município.
Entre as entregas estão cinco novas salas de cirurgia geral, duas salas de cirurgia oftalmológica e um novo tomógrafo, ampliando a estrutura cirúrgica disponível para os atendimentos pelo SUS. Com isso, a capacidade mensal de procedimentos poderá passar de cerca de 200 para até 1.300 cirurgias por mês, representando um crescimento potencial de 850% na realização de cirurgias no município.
A Prefeitura também recebe quatro novas ambulâncias para renovação da frota municipal. Desde 2010, Canoas havia recebido apenas duas ambulâncias do Governo Federal. Agora, chegam quatro novos veículos de uma só vez, reforçando o atendimento e o transporte de pacientes na rede municipal de saúde.
Os investimentos fazem parte do programa federal Agora Tem Especialistas e integram o plano de ampliação da assistência pública em Canoas. A estrutura hospitalar vinculada ao SUS no município, que atualmente opera com 309 leitos, projeta alcançar capacidade máxima de 600 leitos, praticamente dobrando sua capacidade de atendimento à população.
A ampliação contempla reforço nas unidades de internação clínica, cirúrgica e UTIs, além do fortalecimento da recuperação pós-operatória. Atualmente, a estrutura já conta com 38 leitos destinados ao pós-cirúrgico, representando um aumento de 316% na capacidade existente anteriormente.
Além da ampliação cirúrgica, os investimentos também irão reduzir o tempo de espera por exames e procedimentos especializados. Com a modernização da Hemodinâmica e do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), Canoas projeta ampliar em 80% sua produção assistencial e reduzir em até 40% as transferências de pacientes para outros municípios.
A expectativa é reduzir significativamente o tempo de espera para procedimentos cardiovasculares de alta complexidade. Hoje, alguns pacientes aguardam até 180 dias por determinados atendimentos especializados. Com a reestruturação e habilitação de novos serviços, esse prazo poderá cair para cerca de 30 dias.
A modernização inclui novos equipamentos de tomografia, ressonância magnética, hemodinâmica, raio-X e ultrassom. A estimativa é de que a nova estrutura permita a realização de mais de 20 mil procedimentos adicionais por ano.