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A conscientização sobre as diferentes formas de violência contra a mulher foi tema de mais uma edição do projeto Educar para Proteger, realizada na manhã desta terça-feira (11), na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Rondônia, em Canoas. Desenvolvida pela Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão (SMMCI), a atividade integrou a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
A ação reuniu 94 estudantes do 6º ao 8º ano e cinco professores. A programação foi planejada para abordar o tema de forma acessível ao público adolescente, combinando dinâmica, informação e espaço para diálogo.
A atividade começou com a dinâmica “Estátua da Autoestima”, que proporcionou um momento de descontração e, ao mesmo tempo, introduziu a temática que seria trabalhada ao longo da palestra. Ao som de uma música, os estudantes dançavam e, quando ela era interrompida, deveriam permanecer como estátuas de acordo com a situação proposta.
Na sequência, a diretora da Diretoria da Mulher, Sara Amaral Ávila, conduziu uma conversa com os estudantes sobre os diferentes tipos de violência previstos na legislação: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. A abordagem também incluiu a violência digital, considerada especialmente relevante entre adolescentes diante da presença cada vez maior das relações virtuais no cotidiano.
O encontro foi encerrado com um espaço aberto para perguntas e diálogo. Os estudantes puderam compartilhar dúvidas, percepções e experiências relacionadas ao tema. A participação foi significativa, especialmente porque os alunos já desenvolvem atividades sobre violência em sala de aula, o que possibilitou ampliar e aprofundar as discussões propostas pelo projeto.
“É muito importante levarmos essa discussão para dentro das escolas, porque acreditamos que a violência contra a mulher nunca deve ser normalizada. Precisamos conversar com os adolescentes desde cedo, promovendo conscientização e mostrando que determinadas atitudes e comportamentos também podem configurar violência. Nesse sentido, falar sobre a violência digital é fundamental, pois ela está cada vez mais presente no cotidiano dos jovens. Nosso objetivo é justamente proporcionar informação e reflexão, para que eles possam reconhecer essas situações e contribuir para a construção de relações mais saudáveis e respeitosas”, destaca Sara.