As três escolas municipais de Canoas selecionadas no edital Escola Floresta, do Instituto General Motors (IGM), em parceria com o Instituto Impulsionamos, iniciaram nesta semana os diagnósticos participativos que vão orientar o desenvolvimento dos projetos socioambientais em cada instituição. Os encontros começaram na segunda-feira (19), na EMEI Julieta Villamil Balestro, e tiveram continuidade nesta terça-feira (20), na EMEF Guajuviras. A próxima visita está prevista para quarta-feira (21), na EMEF Barão de Mauá.
A etapa é dedicada a conhecer a trajetória de cada comunidade escolar, compreender os desafios socioambientais do território, identificar as potencialidades dos espaços e construir, de forma coletiva, uma visão de futuro para cada instituição. A partir desse levantamento inicial, será elaborado um plano de trabalho alinhado às necessidades e aos objetivos de cada escola, com participação da comunidade escolar na definição das soluções a serem implementadas.
O resultado do edital foi anunciado na última quinta-feira (15). A seleção contou com a participação de 95 escolas públicas dos municípios de Canoas, Cachoeirinha, Gravataí e Porto Alegre. Após a análise técnica, 12 instituições avançaram para a etapa de Banca de Avaliação, que definiu as seis escolas contempladas pelo programa.
Cada instituição selecionada receberá apoio técnico e recursos de até R$ 40 mil para implementar infraestruturas verdes, como hortas, sistemas de compostagem, captação de água da chuva, jardins de chuva e florestas urbanas. As iniciativas têm como objetivo contribuir para a redução dos impactos dos eventos climáticos extremos, fortalecer a resiliência das escolas e ampliar a educação ambiental no cotidiano da comunidade escolar.
A coordenadora de projetos da Secretaria Municipal da Educação, Wendy Würch, destaca a importância da iniciativa diante dos desafios climáticos enfrentados pelo Município. “Esse projeto é muito importante para nossas escolas, especialmente diante dos eventos climáticos que Canoas enfrentou nos últimos anos. O investimento em soluções sustentáveis contribui para tornar os espaços escolares mais resilientes e fortalecer a educação ambiental. Estamos plantando hoje uma semente para o futuro, incentivando práticas que ajudem a preservar o meio ambiente e a preparar nossas comunidades escolares para enfrentar os desafios climáticos”, ressalta.
A cofundadora do Instituto Impulsionamos, Lívia Berrocal, explica que o diagnóstico participativo é o ponto de partida para a construção de soluções adequadas à realidade de cada instituição. “O programa busca transformar as escolas públicas em espaços mais resilientes, integrando educação ambiental e climática, participação comunitária e implantação de infraestruturas verdes. Nesta primeira etapa, chamada de diagnóstico marco zero, queremos compreender a história da escola, conhecer os desafios atuais e ouvir o que a comunidade deseja para o futuro”, explica.
Segundo ela, com base nesse diálogo, será construído, junto com cada instituição, um plano de trabalho que inclui formação em educação ambiental e climática e a implementação de soluções baseadas na natureza. “As escolas terão autonomia para escolher as iniciativas mais adequadas à sua realidade, que podem incluir hortas, captação de água da chuva, jardins de chuva, compostagem e florestas urbanas. A proposta é trazer mais natureza para dentro das escolas e contribuir para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos”, completa.