No dia em que o Rio Grande do Sul registrou o 36º feminicídio de 2026, nesta quinta-feira (28), o tema da violência contra a mulher foi parar na sala de aula na Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo VI, no bairro Fátima, em Canoas. A instituição recebeu mais uma edição do projeto Educar para Proteger, da Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão. A iniciativa visa combater a violência de gênero nas escolas, oferecendo canais de denúncia, redes de apoio e atuando diretamente na prevenção através da educação de estudantes e comunidade
Além das atividades de conscientização, instituições de ensino passarão a receber, a partir de agora, a Caixinha da Denúncia, ferramenta para denúncias anônimas. “Parece uma coisa simples, mas para uma criança, um adolescente que encontrar essa caixinha na escola, pode ser uma forma de encorajar à realização de uma denúncia. Todas as denúncias que forem deixadas na caixinha serão lidas pela direção da escola, que vai dar sequência àquela denúncia junto aos órgãos competentes”, comenta a secretária da Mulher, Cidadania e Inclusão, Maria Beatris Arruda.
“Estamos usando na secretaria todos os meios que temos para combater a violência contra a mulher. Estamos nas escolas, nas ruas, no metrô, levando informação sobre os tipos de violência, os canais de denúncia e a nossa rede de apoio”, completa. Na EMEF Paulo VI, a palestra foi ministrada a alunos dos 7º e 8º anos e também da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Professora da EJA, Lia Scheffer Teixeira, aprovou a realização das palestras com adolescentes e jovens.
“Acho extremamente importante debater com os jovens este tema, tendo em vista que nós vivemos num país ainda, infelizmente, extremamente machista e com estatísticas bem consideráveis em relação à violência contra a mulher. Então, é bem importante essa parceria da Secretaria da Mulher com as escolas para nos dar apoio, porque esse é um tema que já é conversado e debatido aqui dentro da escola. Nós procuramos sempre fazer esse movimento de conscientização com os nossos alunos porque essa questão cultural só vai ser vencida com a educação”, opina.